Um projeto de educação financeira que funciona o ano inteiro precisa de método, material, formação de professores e envolvimento das famílias. Neste texto, a FORME – Educação Financeira, parceira do supersistema Diário Escola, mostra o que a BNCC pede e, em seguida, como estruturar o plano anual da sua escola, do primeiro ao último bimestre.
Toda escola já fez uma feira de educação financeira.
Os alunos montam uma lojinha, usam dinheiro de papel, a família visita, todo mundo tira foto. É bonito. Mas, em dezembro… quase nada ficou.
Afinal, não é falta de vontade da escola: é falta de estrutura.
De fato, educação financeira funciona como alfabetização: não se aprende em uma semana temática. Pelo contrário, aprende-se em pequenas doses, repetidas ao longo do ano, que ficam mais profundas a cada série. Por isso, a pergunta que a gestora precisa responder não é “qual atividade vamos fazer?”. É, sobretudo, “qual é o nosso plano para o ano inteiro, e quem vai sustentar esse plano com a gente?”.
🔎 Resposta rápida
O que é um projeto de educação financeira escolar?
É, sobretudo, um plano pedagógico anual, e não um evento isolado, que conecta todas as séries da Educação Infantil ao Ensino Médio, com tempo fixo na grade, professores preparados, famílias envolvidas e resultados acompanhados. Assim como na alfabetização, o aprendizado sobre dinheiro acontece em pequenas doses, repetidas e aprofundadas a cada bimestre.
Em resumo:
A BNCC trata a educação financeira como Tema Contemporâneo Transversal, ou seja, o tema precisa aparecer de forma intencional em todas as etapas.
Um projeto de educação financeira que funciona reúne seis elementos: espinha dorsal, progressão por etapa, tempo na grade, professor preparado, família presente e resultado medido.
Além disso, quando a escola conta com um parceiro especializado, a coordenação acompanha o projeto, em vez de produzir sozinha todo o material.

O que a BNCC pede para um projeto de educação financeira, na prática?
A Base Nacional Comum Curricular trata a educação financeira como um Tema Contemporâneo Transversal, dentro da macroárea Economia, ao lado de Trabalho e Educação Fiscal. Além disso, desde 2020, as escolas precisam contemplar esses temas nos seus currículos.
Transversal quer dizer duas coisas:
Em primeiro lugar, o tema não precisa virar uma disciplina isolada.
Contudo, ele precisa aparecer de forma intencional e planejada, em todas as etapas, e não só quando sobra tempo.
Em Matemática, por exemplo, a BNCC é explícita. A habilidade EF07MA02 pede problemas com porcentagens, acréscimos e decréscimos “no contexto de educação financeira”. Da mesma forma, no 9º ano, a EF09MA05 retoma porcentagens e percentuais sucessivos no mesmo contexto.
Mas a BNCC vai além da conta. Isso porque as competências gerais falam em projeto de vida, autocuidado, responsabilidade e tomada de decisão. Assim, educação financeira de verdade mora aí: em como a criança lida com desejo, espera, escolha e frustração. Ou seja, é comportamento, não só cálculo.
Para aprofundar a leitura curricular, aliás, vale conferir o que a BNCC diz sobre educação financeira e o que a maioria das escolas ainda deixa de lado.
E o cenário vai apertar. Isso porque o Congresso avança em um projeto de lei que torna a educação financeira obrigatória na Educação Básica. Inclusive, o Senado aprovou o PL 2.979/2023 em 15 de julho de 2026, e o texto voltou para a Câmara dos Deputados, como detalha a análise sobre a educação financeira na LDB. Portanto, a escola que tiver um projeto de educação financeira estruturado não vai precisar correr atrás depois.
Os 6 elementos de um plano anual que funciona
Um projeto de educação financeira que atravessa o ano inteiro tem seis peças. Por isso, se faltar uma, o programa perde força no meio do caminho.
1 Uma espinha dorsal que conecta todas as séries
Afinal, sem um fio condutor, cada professor vai para um lado, e o 4º ano não retoma o que o 3º aprendeu.
2 Progressão por etapa, do Infantil ao Médio
Ou seja, o mesmo conceito precisa voltar com mais profundidade a cada ano. Preço e valor, por exemplo, aparecem no Infantil com um brinquedo e volta no Fundamental II com consumo e emoções.
3 Tempo fixo na grade
Sem dúvida, o que não tem horário não acontece. Assim, uma referência que funciona é 50 minutos por semana, o que soma mais de 30 horas por turma no ano.
4 Professor preparado e apoiado
Muitos professores não tiveram educação financeira na própria formação. Por isso, sem apoio, a aula vira conta de matemática ou simplesmente não acontece.
5 Família dentro do processo
A criança aprende sobre dinheiro ao observar os adultos. Logo, se a casa não participa, o aprendizado não vira hábito.
6 Resultado que se mede e se mostra
Sem acompanhamento, a escola não consegue provar para as famílias, nem para si mesma, que o projeto de educação financeira funciona.
Afinal, um projeto de educação financeira não se mede pela feira de dezembro, mas pelo que o aluno leva para casa ao longo do ano inteiro.

Por que montar tudo isso sozinha costuma não dar certo
A gente sabe que muitas escolas tentam montar o próprio programa, e a intenção é ótima. No entanto, o problema aparece nos meses seguintes.
A coordenação vira autora de material: isso porque pesquisar, escrever, revisar e adaptar conteúdo para cada série consome um tempo que a gestão não tem.
O conteúdo fica solto: atividades boas, mas sem progressão entre as séries e sem ligação clara com a BNCC.
Tudo depende de uma pessoa: por exemplo, quando a professora que “cuidava do projeto” sai, o programa sai junto. Além disso, a rotatividade de equipe é uma realidade em quase toda escola.
O professor fica inseguro: então, sem formação e sem suporte, ele adia a aula de educação financeira para “quando der”.
A família não enxerga, já que, sem comunicação estruturada, o diferencial fica invisível justamente para quem decide a rematrícula.
Em síntese, educação financeira é um tema sério demais para depender de improviso. Por isso, o caminho mais seguro é contar com quem faz isso todos os dias.
Como é o ano letivo com a FORME
A FORME foi criada exatamente para isso: implantar educação financeira socioemocional e comportamental na Educação Básica, dos 2 aos 17 anos, de um jeito que funcione de verdade dentro da rotina da escola.
Na prática, portanto, a FORME resolve cada um dos seis elementos:
O que o plano anual precisa | Como a FORME entrega |
Espinha dorsal | Metodologia própria em quatro pilares que se repetem em todas as séries: Sonhar, Fazer, Cuidar e Multiplicar |
Progressão por etapa | Material didático do Infantil ao Ensino Médio, alinhado à BNCC, com conteúdos que retornam com mais profundidade a cada ano, e versão bilíngue |
Tempo fixo na grade | Sequência pensada para 50 minutos por semana, pronta para entrar no planejamento da escola |
Professor preparado | Formação e certificação pela FORME Academy, e assessoria pedagógica humanizada, em tempo real, durante todo o ano |
Família dentro do processo | Plataforma para as famílias com cursos gratuitos e certificados, e lives e palestras online exclusivas para cada escola |
Engajamento dos alunos | FORME Play, com tecnologia gamificada, materiais complementares como jogos e cofrinhos, e o simulador de investimentos, em que o aluno aprende a investir conforme o seu perfil |
Projeto de educação financeira em quatro pilares: um por bimestre
Além disso, o ano ganha um ritmo claro, com um pilar por bimestre:
Bimestre | Pilar | O que acontece |
1º | Sonhar | Metas, desejos, a diferença entre sonho com preço e sonho com valor |
2º | Fazer | Planejamento, trabalho, esforço e escolhas |
3º | Cuidar | Consumo consciente, poupança, riscos e emoções nas decisões |
4º | Multiplicar | Investimento, empreendedorismo e impacto coletivo |
Com isso, o aluno do Infantil e o do Ensino Médio estão no mesmo “capítulo” ao mesmo tempo, cada um no seu nível. Dessa forma, a comunicação com as famílias fica simples, os eventos da escola ganham sentido e a feira de educação financeira deixa de ser um evento isolado para virar a culminância de um ano inteiro de trabalho.
O que isso muda para a escola?
Um programa estruturado beneficia não apenas o aluno, mas ele aparece também na gestão escolar.
Proximidade com as famílias: cursos e lives para os responsáveis colocam, assim, a escola como parceira da casa.
Menos peso na equipe: material, formação e suporte chegam prontos. Assim, a coordenação acompanha, em vez de produzir.
Tranquilidade diante da BNCC: desse modo, o tema transversal fica contemplado de forma documentada e contínua.
Diferencial visível para as famílias: em um ano em que as mensalidades de 2027 devem subir acima da inflação, a família precisa enxergar valor. Afinal, educação financeira é um dos poucos temas que o pai percebe em casa, quando o filho começa a falar de planejamento e escolha.
Por fim, como a FORME também leva o planejamento financeiro para dentro da casa, o programa pode contribuir para reduzir a inadimplência dos responsáveis.
De acordo com pesquisa da consultoria Meira Fernandes, mais de 80% das escolas particulares ouvidas preveem reajustes entre 7% e 11% para 2027, acima do IPCA projetado para 2026.
Feira isolada × projeto de educação financeira anual: a comparação
Assim como o boletim compara o primeiro e o último bimestre, a comparação abaixo coloca lado a lado os dois caminhos que a escola pode seguir.
- Duração: a feira isolada ocupa uma semana temática, enquanto o projeto de educação financeira anual acontece em pequenas doses ao longo de todo o ano letivo.
- Conexão entre séries: na feira, cada turma faz a sua atividade; no projeto anual, em contrapartida, uma espinha dorsal conecta todas as séries.
- Tempo na grade: a feira acontece quando sobra tempo, ao passo que o projeto anual tem tempo fixo, como 50 minutos por semana.
- Professor: na feira, ele atua sem formação nem suporte; no projeto anual, por outro lado, conta com formação e assessoria pedagógica durante o ano.
- Família: na feira, ela visita e tira foto, enquanto no projeto anual participa com conteúdo próprio e leva o aprendizado para casa.
- Resultado: depois da feira, quase nada fica em dezembro; com o projeto anual, porém, o resultado se mede e se mostra.
Antes de escolher um parceiro, faça estas perguntas
Portanto, se a sua escola avalia como implantar um projeto de educação financeira em 2027, vale usar este checklist:
O material cobre do Infantil ao Ensino Médio, com progressão real entre as séries?
Está alinhado à BNCC de forma explícita?
Trabalha o lado socioemocional e comportamental, e não só cálculo?
Existe formação para os professores, inclusive para quem chega no meio do ano?
A escola terá assessoria pedagógica ao longo do ano, e não só na implantação?
As famílias são envolvidas com conteúdo próprio?
Há recursos lúdicos e tecnologia que engajam o aluno?
Em outras palavras, se a resposta for “não” para algum desses itens, o programa corre o risco de terminar como mais uma feira bonita em dezembro.

Projeto de educação financeira e gestão escolar: onde entra o supersistema Diário Escola
Um projeto de educação financeira bem-sucedido depende de algo que nem sempre aparece no planejamento: tempo da equipe para o pedagógico. Por isso, a organização da rotina administrativa também faz parte do plano anual, pois a coordenação que deixa de apagar incêndios ganha espaço para acompanhar o que realmente forma o aluno.
É justamente esse espaço que o supersistema Diário Escola devolve à gestão, uma vez que reúne a operação da escola em um só lugar e transforma os registros do dia a dia em informação para decisões. Assim como o diário de classe registra a trajetória de cada turma, os dados da gestão contam, bimestre a bimestre, a história da escola.
Além disso, com a DEia – Diário Escola inteligência aplicada, a direção acompanha indicadores e verifica se a proximidade com as famílias, que o projeto de educação financeira fortalece, também aparece nos números da escola, como os da inadimplência.
💬 pergunta DEia
Como evoluiu a inadimplência das famílias do Ensino Fundamental entre o 1º e o 4º bimestre deste ano?
Perguntas frequentes sobre projeto de educação financeira
O que é um projeto de educação financeira escolar?
Em síntese, é um plano anual que leva a educação financeira para todas as séries de forma intencional, com metodologia, material didático, tempo fixo na grade, formação de professores e envolvimento das famílias. Ou seja, funciona como a alfabetização: em pequenas doses, repetidas e aprofundadas ao longo do ano.
A BNCC obriga a escola a ensinar educação financeira?
A BNCC trata a educação financeira como Tema Contemporâneo Transversal, na macroárea Economia, e por isso o tema precisa aparecer de forma intencional e planejada nos currículos. Além disso, habilidades de Matemática, como a EF07MA02 e a EF09MA05, citam explicitamente o contexto de educação financeira.
Quanto tempo por semana um projeto de educação financeira precisa ter?
De acordo com a FORME, uma referência que funciona é 50 minutos por semana, o que soma mais de 30 horas por turma no ano. Isso porque o que não tem horário na grade não acontece.
Educação financeira precisa virar uma disciplina isolada?
Não. Como tema transversal, ela não precisa virar uma disciplina isolada; contudo, precisa aparecer em todas as etapas, e não só quando sobra tempo.
Como envolver as famílias no projeto de educação financeira?
Sobretudo com comunicação estruturada e conteúdo próprio para os responsáveis, como cursos, lives e palestras. Dessa forma, o aprendizado vira hábito em casa, e o diferencial da escola fica visível para quem decide a rematrícula.

Para fechar: projeto de educação financeira é plano, não evento
Educação financeira não precisa ser mais uma demanda na mesa da gestora. Pelo contrário, com o parceiro certo, ela se encaixa na rotina, cumpre o que a BNCC pede e aparece para as famílias o ano inteiro.
Atualmente, a FORME já está presente em escolas de quase todos os estados do Brasil, e leva exatamente esse caminho: método, material, formação, suporte e família, tudo dentro da rotina escolar.
Quer desenhar o plano de educação financeira da sua escola para 2027 com a gente? Fale com a FORME em www.formeeduca.com.br/contate.
Educar para transformar.
Em síntese, um projeto de educação financeira que atravessa o ano letivo transforma a feira de dezembro em ponto de chegada, e não em ponto de partida. Assim, quando método, material, formação e família caminham juntos, a escola cumpre a BNCC, ganha um diferencial visível e se antecipa à obrigatoriedade que avança no Congresso.
Sobre a FORME Educação Financeira
A FORME desenvolve programas completos de educação financeira para escolas da Educação Básica, do Infantil ao Ensino Médio, alinhados à BNCC. São material didático, formação de professores, plataforma para famílias e assessoria pedagógica continuada. Tudo pensado para funcionar de verdade dentro da rotina escolar.
Saiba mais em www.formeeduca.com.br/contate
Leia também no blogDE
O que a BNCC diz sobre educação financeira — e o que a maioria das escolas ainda ignora
A leitura curricular completa do Tema Contemporâneo Transversal.
Educação financeira pode virar lei. E sua escola, já está pronta?
O que muda com o PL 2.979/2023 e a educação financeira na LDB.
O Ensino Médio entrou no jogo: por que 2026 é o ano em que a Educação financeira no Ensino Médio deixou de ser opcional?
O novo lugar do tema na etapa final da Educação Básica.
Como aplicar Educação Financeira em sala de aula?
Caminhos práticos para o professor no dia a dia.
Como a educação financeira pode impulsionar a rematrícula em escolas
O diferencial que a família percebe na hora de renovar.
Brincadeiras de Educação Financeira para crianças
Recursos lúdicos para a Educação Infantil.


